PROJETO ESCOLA NO CINEMA
O Projeto Escola no Cinema iniciou suas atividades em 1985 no Rio de Janeiro, vindo para São Paulo em 1993.
O cinema nos apresenta modos de ser, sentir e viver diversos, nos inspira a refletir e criar sentido para a vida e para nosso estar no mundo. Ver o outro na tela é um exercício de empatia e de conhecimento de outros mundos.
Ver-se na tela é a oportunidade de sentir-se representado.
PROGRAMAÇÃO
SESSÕES ESPECIAIS
2026
Escola no cinema convida toda a comunidade escolar para uma experiência cinematográfica plena na sala de cinema.
A curadoria de 2026 oferece aos professores e estudantes uma seleção de filmes para celebrar as culturas brasileiras através de narrativas que enaltecem a história e a diversidade do nosso país e do nosso povo.
São filmes que nos levam ao centro de fatos históricos relevantes da História do Brasil, que nos conectam com a natureza e a importância de protegermos as nossas águas e florestas, curtas que apresentam o modo de ser e estar dos povos originários e animações que se inspiram nas obras de uma importante artista brasileira e nos personagens da literatura universal, em uma linguagem lúdica e poética.

Promoção válida para o Espaço Petrobras de Cinema
Rua Augusta, 1475/1470 – Cerqueira Cesar- São Paulo/SP
Gente Verdadeira
Série inédita nos cinemas, narrada por uma criança que ainda não nasceu, Gente Verdadeira mostra diferentes infâncias indígenas que crescem em todo o Brasil. Elas ampliam o fluxo urbano e convivem com tecnologias contemporâneas, mas também mantém a vida ancestral. Em comunidades remotas ou em áreas urbanizadas, meninas e meninos vivem realidades que trazem perguntas sobre o futuro de toda a humanidade.
Criação e direção geral: Chico Faganello
Documentário; Ancestralidade, Povos originários, Cultura indígena.
Público-alvo: a partir de 9 anos
Duração:
66 minutos
Em parceria:

Sinopses dos episódios:
Pataxó - Os brancos portugueses chegaram ao Brasil pela primeira vez no litoral da Bahia, e foram muito bem recebidos pelos Pataxós. Desde então, a vida de milhões de indígenas foi transformada, e ficou mais difícil. Mesmo assim, com a ajuda de professores e lideranças, que insistem em preservar a cultura ancestral, meninas e meninos resistem para ter uma vida feliz nas suas comunidades originárias, e hoje muito diferentes.
Cinta Larga - Na aldeia central, em territórios muito cobiçados pelos brancos, os Cinta-Larga mantém seus nomes indígenas, e o idioma ancestral também resiste a desaparecer. Com fama de guerreiros valentes, esses indígenas enfrentaram massacres com muita coragem. Muitos morreram, mas a luta valeu a pena: hoje meninos e meninas podem brincar no rio, e conviver entre si, e aprendem o valor de cuidar do território.
Wai Wai - Bem longe de qualquer centro urbano, e convivendo muito de perto com os animais, as crianças Wai Wai, como todos os adultos da comunidade, vivem dos igarapés e da floresta. O rio também é a única estrada, e de onde tiram grande parte do seu alimento. As crianças também se envolvem nas atividades essenciais com os adultos, como a colheita da castanha, que é fundamental para manter a união de todos.
Ka'apor - De tanto sofrerem ataques e ameaças por parte dos brancos, os Ka’apor quase perderam os seus modos de vida e o seu idioma. Mas hoje as crianças que nascem nas comunidades, restritas a alguns territórios no coração da Amazônia, conhecem e retomam com alegria algumas tradições e não deixam de vigiar e proteger o território, importante não apenas para elas, mas para todo o mundo
Macuxi -
Sem energia elétrica, nem supermercados ou hospitais, uma numerosa família de makuxis, originária da Guiana, hoje mora no Brasil, na fronteira com a Venezuela. Na pequena casa onde moram com os pais, e perto dos avós, as crianças de diferentes idades, passam os dias entre o mundo ancestral, quase isolado e, ao mesmo tempo, aos poucos já interagem com a sociedade dos não-indígenas, por causa da proximidade de uma rodovia e da escola numa comunidade.
Tarsilinha
Tarsilinha é uma menina de oito anos de idade que se vê obrigada a enfrentar seus medos e embarcar sozinha numa aventura para recuperar as memórias da sua mãe. Durante sua jornada por um mundo fantástico, ela deve se tornar cada vez mais independente e corajosa. A cada encontro e obstáculo que supera, Tarsilinha entende melhor quem ela é: uma amiga fiel, protetora e destemida.
Direção: Kiko Mistrorigo e Célia Catunda
Animação; Aventura; Fantasia; Artes plásticas
Público-alvo: a partir de 6 anos
Duração:
93 minutos
Em parceria:

Teca e Tuti
Uma Noite na Biblioteca
A pequena traça Teca vive com sua família e seu fiel ácaro de estimação Tuti numa caixa de costura. O que eles mais gostam é de comer papel, mas quando Teca aprende a ler, percebe que os livros não podem ser comidos, afinal eles guardam as histórias que ela adora. Decididos a resolver um grande mistério, Teca e Tuti partem para a biblioteca, em busca da história mais importante de suas vidas.
Direção: Eduardo Perdido, Tiago MAL e Diego M. Doimo
Animação; Aventura; Fantasia; Literatura
Público-alvo: a partir de 5 anos
Duração:
75 minutos
Em parceria:


A Mensagem de Jequi
Jequi brinca nas águas de seu lugar e aprende como defendê-las de uma grande ameaça. Este menino quilombola resolve transmitir um alerta a outras crianças, através de mensagens que ganham os rios do mundo e a sua própria imaginação.
Criação e direção geral: Igor Amin
Aventura; Meio ambiente
Público-alvo: a partir de 9 anos
Duração:
73 minutos
Em parceria:

Carlota Joaquina, Princesa do Brasil
Relançamento em cópia restaurada em 4K, traz um painel da vida da Princesa Carlota Joaquina. A narrativa se passa entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. Aos dez anos, Carlota Joaquina é prometida a João, de Portugal. Talentosa e instruída, a jovem princesa é aprovada pela corte espanhola e enviada a Lisboa, onde se depara com um destino bem menos glamouroso que o retratado nos quadros e protocolos da nobreza. Com a morte do príncipe herdeiro e o agravamento da saúde mental da rainha D. Maria I, o casal acaba elevado ao trono português. Em meio às turbulências provocadas pela Revolução Francesa e pelas ameaças de invasão napoleônica, a corte portuguesa realiza uma fuga histórica e silenciosa para o Brasil — episódio que marca uma reviravolta no destino da colônia e dá origem a uma nova fase da história luso-brasileira.
Direção: Carla Camurati
Drama histórico
Público-alvo: a partir de 14 anos (indicado para estudantes de EJAs e CIEJAs)
Duração:
100 minutos
Em parceria:


Malês
Baseado em fatos históricos, o filme retrata a maior rebelião de pessoas escravizadas da história do Brasil, a Revolta dos
Malês. A insurreição mobilizou a população negra pelas ruas de Salvador contra a escravidão em 1835.
Direção: Antônio Pitanga
Drama histórico
Público-alvo: a partir de 16 anos (indicado para estudantes de EJAs e CIEJAs)
Duração:
114 minutos
Em parceria:


